BLOG DE PROSA DE UDO BAINGO. PERSONAGENS, TEXTOS, CONTOS, NOVELAS REGISTRADOS NA BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL.
21 de novembro de 2010
IRMANDADE MORTÍFERA
O deserto parecia infinito. Comíamos tâmaras, quando Ibra disse.
Nós nunca fomos tantos, né.
É, respondi.
Mas de todos algarismos, prefiro o um, sentenciou de faca em mão.
Fiz uso de minha adaga para me defender da fome de Ibra.
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Passaram-se alguns dias e a imagem de uma enorme e rica caravana apareceu. Ouvi toda a balbúrdia de animais cansados e mercadores e quase me perdi nessa ilusão.
Continuei a caminhada, ignorando a miragem, até chegar numa sombra na areia. A sombra me sugava para baixo e Ibra, fantasiado de mulher, me chamava a dormir com ele.
- De todos os algarismos prefiro o um, balbuciei nervoso e quase acertei a estranha que me socorria.
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